Mensagens de amor preto

12/jun/2020 - Explore a pasta 'Mensagem de amor marido' de Aline Martins da Cruz no Pinterest. Veja mais ideias sobre Mensagem de amor marido, Mensagens de amor, Amor. Mensagem de um preto velho transmitida através de um médium: Afaste o ódio da sua vida, mesmo que ele ainda exista perto de você. Perdoe os seus inimigos, porque ninguém nesse mundo é perfeito e você precisa ser melhor do que aquilo que te machucou. Não deixe que o seu ego seja maior do que a sua bondade. Se alguém te odiar, retribua ... Frases Eu Te Amo Palavras De Amor Frases Sobre Verdade Frases Romanticas Em Espanhol Melhores Mensagens De Amor Frases Bonitas Em Espanhol ... Papel De Parede Vermelho Papel De Parede De Girassol Papel De Parede Preto Papel De Parede Flores Papéis De Parede Do Telefone ... Existen algunas frases de amor que son perfectas para describir cada ... Mensagens De Amor ☮ * ° ♥ ˚ℒℴѵℯ cjf. ... Respingo De Cor Almas Perfumadas Preto Branco Vermelho Beijo Apaixonado Dama De Vermelho Amor Romântico Imagens Românticas Casais Românticos Casais Felizes. Beautiful colorful pictures and Gifs: Romantic and Love images- Fotos romanticas-Romantic Places pictures. Imagens de Amor em Preto e Branco Amor, amor. Baixar imagem. Só o amor cura. Só o amor salva. Só o amor vence. Só o amor é puro. ... Frases de amor para a quarentena. Mostre para quem você ama que queria estar com ela(e)! ... Mensagens de luto para vítimas do covid-19. Deseje força para enfrentar a perda de um ente querido. 16/out/2018 - Mensagens De Sabedoria Com Ensinamentos Sobre A Vida!

Najiyu Ep 8 - A rainha dos gatinhos

2020.09.10 16:10 henrylore Najiyu Ep 8 - A rainha dos gatinhos

**aparece um garotinho andando por aí se equilibrando em pedaços de madeira jogados na rua, pulando de pedrinha em pedrinha pra não pular nas frestas, um garoto normal andando pelo reino de catcastle
??: *comprando um sorvete de morango (é um garoto normal, de cabelo castanho, um colar com uma pedra de pingente, um amuleto)
*tomando o sorvete enquanto...
??²: *olhando pra ele escondido atrás de um telhado, olhando fixamente pra ele através das tendas de venda
hmm.....
*da pra reconhecer q é a mesma pessoa que tava no trem, roubando todo mundo, as orelhas de pelo cinza, os olhos azuis
*se esconde
...
**voltando...
Ne: nós precisamos falar com a rainha may
Hb: iiiii calma aí
a gente precisa conhecer vocês primeiro! já chegaram querendo entrar no castelo, não funciona assim aqui...
Ne: ...
H: *olha pra Nevaska e volta o olhar pra eles dois
tá, então vamos conhecer o reino inteiro?
Li: rapaz o reino inteiro eu não sei não viu, mas grande parte a gente consegue mostrar
Hb: faz sentido, vamos nessa
vocês provavelmente vieram cedo pro festival da música, o pessoal só chega daqui a alguns dias, eles nunca chegam exatamente no dia do festival....
H: por que não tem tanta gente aqui?
Hb: eu não sei, a galera curte os festivais mas na hora de morar eles desistem
H: hmmmm...
(a postura do Hb é super tranquila perante a tudo oq tá acontecendo, parece que ele faz aquilo ali todo dia)
L: e aquele castelão ali?
eu sempre quis um castelão
Hb: o castelo é da rainha, só entra lá quem tiver coisas importantes pra falar
com os tickets
*puxa uns papeizinhos do bolso e mostra
H: e isso aí são os tickets?
Hb: é... a maioria
eu presumo que alguns aqui são umas multas ou mensagens de fãs mas não tem segredo
eu tenho que ler os tickets ainda...
Li: o hb é preguiçoso, liga não
Hb: você que é chata
P: *sussurra no ouvido do Henry
o que tá acontecendo
H: eu sei lá
L: mano isso é maneiro
isso tudo é muito maneiro
Hb: algum de vocês quer casar?
H: °°
L: que
Ne: ????
P: err
Li: nao doido não com ele, é que ele é padre
H: aaaah
L: Hmmmm. faz sentido
EI CARA EU POSSO SER PADRE?
Hb: -'
L: MANO EU SEMPRE QUIS SER PADRE NAMORAL DEVE SER MANEIRISSIMO
Ne: Lusk...?
L: o que foi é minha chance de ser padre
Hb: calma lá amigo não se emociona
H: •-• carceres luskeiros
Li: rapaz vocês são energéticos
gostei
Hb: bem, pra ter a confiança de vocês eu tenho que apresentar vocês pros outros guardas daqui
P: guardas?
Li: tem guardas moradores velhos... tinham patinhas...
P: patinhas?
Li: é como a may chama os indicados a guarda por aqui
a gente separa esse pessoal em categorias e coisas que eles merecem por ações que eles fazem
o hb por exemplo é um guarda
Hb: oi
L: QUE MANEIRO Eu gostaria de guardar.
H: *olha pro lusk com uma cara bem séria
L: opa
Ne: então é só a gente conhecer os outros caras que a gente pode falar com a rainha
Hb: calma lá eu preciso deixar eles cientes de que vocês tão aqui, porque não é nada contra, mas a gente precisa ter certeza de que vocês são confiáveis
Ne: aaaa-
H: tranquilo
Hb: vem cá
**vão em direção ao castelo, e na porta já percebem um cara do lado dela, bem alto, que olha pra eles e diz
??: Olá. bem vindos ao catcastle!
Hb: esse aqui é o gui, ele é show de bola
Gui: opa meus queridos, tudo show?
*abraça pra cumprimentar eles já que ele é muito alto mesmo
L: caraaaaca
Gui: vocês podem me chamar de gui, ou de gordo
L: GORDAOOOOO
Li: *chega perto do Henry
rapaz esse teu amigo grita que é um tanto não?
H: eh-
*puxa o lusk
Calma cara.
L: COMO QUE EU VOU ME CONTROLAR COM TANRA COISA MANEI-
Ne: *da uma cotovelada na costela dele
L: a-
Hb: Gui, eu vou levar eles até a rainha, cuida da porta aqui enquanto eu não chego ok?
Gui: pode deixar
Hb: *abre a porta
**veem um corredor enorme cheio de armaduras e quadros, com uma escada no fundo
H: corredor bonito
L: foi o que ela disse num campeonato de corrida
Hb: *guia eles até às escadas, que levam a outro corredor
ué... o gerb era pra ta aqui
Li: *olha pro hb
nao era seu turno doido?
Hb: °°
viiish é hoje que eu perco o caaargo
**vão até o final e param de frente a uma porta vermelha com detalhes de gatos de diamante, mais chique que a porta de fora, com uma tranca aberta, mas que quando fechada parece bem resistente
Hb: ó só
a partir daqui,
cuidado tabom?
H: blz
P: ok
Ne: tranquilo
L: *colocando a mão na costela de dor
tran-quilo
Li: *da dois passos pra trás
Hb: *cuidadosamente abre a porta
**se revela uma sala cheia de janelas, com um tapete roxo no centro, e um lustre enorme com bastões luminosos que soltam glitter visíveis no ar pela própria luz do sol no fundo, se encontra um trono branco e roxo, com uma pessoa sentada, e uma caneca do outro lado
**é então que a pessoa vira pra eles e diz
??: Sim?
H: *ameaça ajoelhar no chão quando...
Hb: eai may tranquilo?
Ma: oi
Hb: eu trouxe uma galera aqui *aponta pra eles
e acho que você devia dar uma olhada sei lá vai que eles são uns chineses infiltrados
Ma: oi gente pessoas novas? *bebe um gole do que ela tá tomando na caneca e coloca no braço do trono de novo deixando pingar um pouquinho pra fora *na hora todo mundo percebe q é café
*desce do trono como se fosse um penhasco
Ma: pessoas novas...!
que surpresa
prazer gente eu sou a MayGabi, rainha dos gatinhos
e dona dessa vila aqui toda!
H: prazer eu sou o henry
P: prazer eu sou a... *pensa em algo
toggi!
H: que?
L: eu sou o grande, glorioso, bonitão, Lusk.
Ne: eu sou a Nevaska
eae
*faz um paz e amor
Hb: eu vou ali pra porta
não aprontem nada viu?
Ma: hmmmm...
o que vieram fazer? normalmente não vem gente pra cá...
...não por enquanto
Ne: nós viemos fazer um trabalho e precisamos da sua ajuda
a gente tá investigando uma pessoa que.. talvez tenha vindo pra cá
e a gente precisaria dos registros de quem entrou na vila ultimamente
Ma: eu não posso sair dando nomes de pessoas aqui pra vocês assim
Ne: hmmm... sabe se viu um cara chamado shibaru por aqui?
Ma: ... Shi- o que?
eu não sei gente, não tem como eu saber dentre tantas pessoas que entraram e saíram daqui
Ne: pode verificar pra gente?
Ma: ...
Ne: *puxa o distintivo dourado do shibaru e joga pra ela
a parada é séria. o cara é da ordem
Ma: *olha atentamente pro distintivo enquanto pensa
Li: não acham que se ele for entrar aqui ele não vai entrar desse jeito assim?
H: hm?
Li: ele entraria escondido se fosse entrar aqui, já que ele é da ordem
se vocês tão procurando ele, ele não ia pra um lugar onde a rainha tem nome de todo mundo que entra e sai
Ma: eu vou verificar os registros.
vejam com os guardas da fronteira se eles encontraram alguém
H: ue mas ninguém recebeu a gente
L: ninguém perguntou nome da gente
Li: tinham dois staffs encarregados disso mas eles sumiram...
Ma: o Bessa e o Clocks tavam encarregados disso no lugar deles. eles devem ter tido algum problema
ou... sei lá
H: ja começaram os desaparecimentos aqui?
Li: ...
Ma: ja começaram?
Ne: é, tá rolando uns desaparecimentos pelo lugar todo
e a gente ta investigando isso
Ma: e o que esse menino tem a ver com isso?
Ne: ele... fez coisas erradas e a gente tá buscando ele
Ma: hmmm.... eu não sei eu não posso julgar algo se eu não sei nada sobre ele né? a gente conversa mais tarde sobre isso, ok?
Lily
Li: sim?
Ma: voce ainda tem o seu hotel né? leva eles lá pra eles passarem essa noite
daqui a uns dias vai ser o grande festival
não quero que vocês vão embora antes disso acontecer
P: pode ter certeza que não vamos, rainha música sempre foi e continua sendo minha paixão eu costumava dançar quando criança
Ma: que interessante... togginha né? hehe
então vão lá
e boa tarde ;3
P: boa tardeeee
Ne: °°
ponce?
P: ah qual foi eu realmente dançava quando criança
Ne: a parada não é essa, você concordou em ir ao festival
e as investigações?
P: seja lá o que o shibaru quer fazer, ele vai fazer em lugares com grandes concentrações de pessoas, e se ele escolheu aqui, esse é o ponto dele
Ne: ...
P: ta achando o que minha filha
Ne: *boceja e bota as mãos atrás da cabeça
mas que saco hein
vai ver tem algo interessante nisso aí
**do lado de fora do castelo
Gui: *fecha a porta
vai com deus, pessoal!
H: aqule mano ali parece ser simpático
Li: todo mundo é simpático aqui...
hummmm *olha pra cima
tá anoitecendo, querem comer alguma coisa
H: beleza
L: eu tô com fome...
P: por que nao falou de comida antes?
Ne: meh
Li: vou apresentar pra vocês algumas pessoas daqui
*abre a porta de uma loja
*bate no balcão
Xiulabi! esse aqui é o cara
Xi: hummm
eai Lily o que trás aí?
Li: rapaz esses aqui são os novos caras que acabaram de chegar aqui
**sai um cara de uma porta do lado
??: hum?
Li: ah e esse aí é o kanix, eles sempre andam juntos
H: o que é essa loja?
Li: essa loja aqui é uma oficina de coisas avançadas, eles usam outros tipos de pedras pra fazerem não só armas mas como máquinas e outras coisas
eles costumam fazer as únicas coisas elétricas daqui
L: comequié??? xilofone?
H: XIXUXI?
Li: xixuxi... aksskakskjs
*olha pro relógio
vixe gente... tá tarde é melhor eu ir
Ne: vai lá
Li: *entrega um cartãozinho pra Nevaska
se vocês quiserem ir lá no hotel vocês podem, tem uma pessoinha lá pra ajudar vocês
;)
*sai da loja
Xi: meeee kanix é melhor a gente fechar também
Ka: verdade bora lá
Ne, H, L, P: *saem da loja
Ne: hotel forestvalley hm?
**veem um vulto preto andando
Ne: *olha atentamente pra ele e percebe um rosto familiar
??: *olhando pro lado procurando algo
Ne: ...
ei!
??: *olha pra eles revelando o rosto, de uma pessoa alta, meio magra mas musculosa *percebe-se, o shibaru olha pra eles e diz
sim?
Ne: é você!
Sh: poxa vida que coincidência né? *tira o gorro do casaco
achei que vocês iam tá numa missão agora
Ne: e estamos
o que você tá fazendo aqui?
Sh: bom, como você voltou eu resolvi tirar umas férias né?
relaxar, botar os pés pra cima, curtir um festival
eu sou humano também, não?
hahaha
H: a gente sabe o que você fez
Sh: o que eu fiz? como assim o que eu fiz?
Ne: a gente viu o corpo da Winry no chão, completamente morto
você não tem nenhum senso de humanidade não?
Sh: o que? o que.. como assim? a Winry, morta?
e como tá o Arthur
L: nao de faz de preocupado, a gente sabe que foi você
P: *olha atentamente pra ele
...
°-°
*fica parada observando
Ne: foi você, a gente tem todas as provas!
Sh: e quais são?
e quem é ela? *aponta com o olhar pra ponce
P: ... foi você...
Sh: ?
P: foi você que me botou naquela pirâmide!
Sh: voce deve tá se confundindo
H: para de fingir, óbvio que foi você
*pega o distintivo do shibaru e enrola num monte de papel
*joga nele
Sh: *segura, depois de bater na barriga dele
...
H: você matou a Winry depois que ela leu isso aí
Sh: ... ela tinha que aprender a cuidar da própria vida...
Ne: COMO É??
Sh: eu particularmente não gosto de deixar outras pessoas verem minhas coisas pessoais...
Ne: ENTÃO VOCE ADMITE QUE MATOU????
Sh: pra calar a boca dela? digamos que talvez
Ne: *avança num ataque de fúria e soca com tudo a barriga dele
Sh: *vai um pouco pra trás e fica parado com as mãos na barriga
*deixa o distintivo cair
ugh
*se ergue e olha pra Nevaska
Ne: seu... MEXILHÃOZINHO
*soca a cara dele e tenta dar outro soco nele
Sh: *segura Nevaska
u-uh guarda???
algum guarda? alguém?
socorro!
Hb: *passando por ali olha e vê os dois brigando
*corre e entra no meio
opa opa opa opa
que isso gente? calma aí..
Ne: como que eu vou ter calma pra um assassino???
*empurra hb
Hb: *quase cai no chão
*levanta meio sério
moça, e vocês vocês vem comigo
H: °°
Ne: hurrrrr
:l
Hb: *segura Nevaska
Ne: EI ME SOLTA
Hb: Clocks
Cl: *surge de trás de uma das casinhas
Hb: ah perfeito, clocks ce consegue levar esses caras aqui pra prisão enquanto eu converso com o senhor aqui?
Cl: *segura a Nevaska
L: ouououou qual foi a gente não vai ser presos não tá maluco????
Cl: *olha pra trás e vê um cara bem alto e forte passando
ei, gerbidal, por favor
Ge: qual o problema?
Cl: cuida desses guris aqui pra mim
Ne: ME LARGA LOGO SEU RELÓGIO
*tenta segurar os braços do clocks mesmo estando imobilizada
Cl: eu quero ver se você vai falar isso depois...
Ge: *carregando um em cada parte de um jeito indescritível
eae pra onde a gente leva essas caçamba véia?
Cl: me segue
*vão se distanciando
Hb: humph
senhor, pode me dizer o que acontece-
*olha pra trás
...
senhor?
...
...
*não tem ninguém...
No próximo do de Najiyu:
Najiyu Ep 9 Nós somos prisioneiros! Por enquanto
🕵️‍♂️
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.06.21 05:55 Shinvk Fui babaca por cortar raízes e relações com amizades de mais de 10 anos? Conflitos, novelas e tragédias.

Aviso de gatilho:
• Chantagem emocional.
• Abuso psicológico +.
• Menção a problemas de saúde mental tais como: ansiedade, depressão e +.

Primeiramente, olá Lubisco, editores, gatinhas e Turma.
Bom, a história é longa e cheia de drama então take a seat que lá vem história.
Editores, se puderem, por favor, censurar meu user, eu agradeço.
Eu sou S, F25 e os envolvidos dessa história são C - F24, G - F25, e E - M20, mas você pode chamar todo mundo de Calrs se quiser.
Pra contexto, vamos voltar alguns anos. Eu conheci a C a quinze anos atrás e nos tornamos melhores amigas desde então, well, ela era minha melhor amiga, eu era apenas mais uma no círculo infinito de amizades dela, já que ela adora colecionar cartinhas.
A G eu conheci a 10 anos atrás, e o match foi perfeito, éramos inseparáveis e honestamente, acho que tive uma crush pesada nela por todos essas 10 anos, acho não, tenho mesmo, mas isso não vem ao caso agora. Quando apresentei a G para a C, C se tornou estranhamento possessiva da G e meio que queria roubar a atenção dela totalmente, e já adianto, conseguiu. Se eu e G éramos o match perfeito, C e G eram carne e unha, inseparáveis.
Eu conheci o E a minha vida toda, praticamente, ele é primo do meu primo então em todas as reuniões de família acabávamos nos encontrando, mas nunca fomos muito próximos. Porém, no natal de 2018 acabamos ficando inseparáveis porque finalmente resolvemos conversar e percebemos que tínhamos tudo a ver um com o outro, mesmos gostos, mesmas ideologias e etc, e hoje nos perguntamos, por que não nos falamos antes? Como fomos burros hã?
Agora vamos a história, em Novembro 2018 eu me formei na universidade, me especializei na área que eu queria e estava com a vida engatilhada, recebi algumas propostas de emprego absurdamente incríveis e ainda mais, tinha planos até de sair da minha minúscula cidadezinha para tentar a vida na metrópole.
Veja bem, a vida que levei nunca foi fácil, aqui em casa sempre vivíamos com o básico, me formei com bolsa integral e se não fosse por isso, jamais teria oportunidade de fazer uma faculdade. Tenho uma vida muito simples e sonhos muito grandes. Mas nem tudo foram flores por um longo tempo, minha infância foi difícil, sofri traumas e certos tipos de abuso (os quais prefiro não mencionar aqui) que ficaram em silêncio por muitos anos, e que deixaram cicatrizes muito profundas. Tive depressão crônica por anos, tentei tirar minha própria vida algumas vezes e desenvolvi transtornos ainda piores em todo esse processo, um deles é pânico social e ataques de pânico contínuos. Tive muita dificuldade para lidar com meu passado mas de alguma forma, ao longo desses anos de faculdade, consegui me perdoar e fazer as pazes comigo mesma, e finalmente, entender que o que aconteceu comigo, não foi culpa minha. Em 2018, eu finalmente estava em paz comigo mesma, comecei a manter uma dieta mais saudável e fazer exercícios diariamente, sei que quem sofre de tais transtorno entende o quanto uma rotina dessas ajuda no processo de cura. E minha atividade preferida, era andar d bicicleta. Eu andava todos os dias, eu moro perto da cerra de Minas, o ar é maravilhoso, a vista é linda e o cheiro de terra somado com o vento no rosto quando se desce a montanha, é inigualável, e isso, me fazia feliz. Eu sou mais cega que um morcego, infelizmente, tenho mais de três graus de miopia e em um desses passeios, começou a chover muito, meu óculos embaçou e bom, você já deve imaginar, eu não enxerguei a pista e na tentativa de limpar a lente, não vi uma vala e sofri um acidente.
Geralmente meu irmão ia comigo, mas como a vida gosta de ser engraçada, naquele dia eu estava sozinha. Digamos apenas que o pneu da frente da bicicleta ficou preso na vala e eu virei 180 graus, cai de gostas e o guidão bateu com a força de uma bigorna no meu peito. Como eu estava sozinha, chovendo e pra melhorar, escurecendo, desentortei o pneu do jeito que dava, coloquei a correia de volta e voltei pra casa pedalando, quase 10km.
No dia a gente não sente, mas no dia seguinte, aaaaah meu amigo, acordei praticamente gritando de dor, em plena madrugada fiz meus pais levantarem em desespero, e para a surpresa de ninguém, quando fomos olhar, meu peito do lado direito estava praticamente preto, roxo e azul, um azul que já te digo, nem um pouco normal. Fomos pro hospital e após alguns exames, o diagnóstico foi três costelas quebradas. O médico disse que pela posição, elas calcificariam naturalmente e não precisaria de cirurgia, o que foi um alívio. Fiquei em observação e praticamente sedada em morfina por alguns dias, porém, quanto mais esses dias passavam, a dor piorava e piorava até chegar ao ponto de ser insuportável.
Meus pais marcaram outros exames, como ultrassonografia, exame de sangue e etc, e após tais, o médico da clínica disse que o trauma tinha sido severo, que meus músculos e nervos haviam absorvido completamente o impacto e bom, tive lesões extremamente severas, estiramento muscular, o tendão que se prende ao osso descolou completamente, os nervos intercostais que ficam entre as costelas tiveram ruptura, rasgaram e inflamaram, e a recuperação, disse ele, seria de 6 a 8 meses.
Para você ter uma noção, a dor, é indescritível, é de gritar e acordar chorando, não da pra respirar, não da pra andar, não da pra sentar, se movimentar, não da pra dormir. O peito parece que queima, parece que vibra de tanto que dói, as vezes acho que levar mil facadas no mesmo lugar doeria menos do que isso, e não é exagero. Eu fiquei praticamente o ano de 2019 inteiro de cama, acordava chorando dezenas de vezes por noite, as vezes chorava de exaustão e frustração porque dormir era impossível. Meus sonhos, você pergunta, todos descartados no lixo. Eu me sentia completamente entorpecida, era como um cadaver vivendo dentro de uma casca. Esse acidente literalmente acabou com a minha vida, se eu não podia sentar na mesa para almoçar com a minha família, imagina trabalhar, mudar pra outra cidade, fazer as coisas que eu sonhava? Essa experiência foi e continua sendo um inferno, porque até hoje eu estou no mesmo ponto, vivendo dia a dia com uma dor que não passa, só se aprofunda, não cura, não melhora, apenas atormenta e eu? Bom, não sobrou muito daquele eu feliz de 2018, voltei pro ponto zero.
Eu te pergunto, depois de uma experiencia dessas, depois de 1 ano e oito meses que estou vivendo esse inferno, isso não muda uma pessoa? Pois bem, muda sim.
Minha depressão voltou mais forte do que nunca, já não sentia mais vontade de fazer nada, parei de falar com as pessoas porque eu simplesmente não tinha mais forças, comecei a me isolar, a evitar contato, já não entrava mais em rede social, não sentia, não sinto, vontade de viver, de conversar de existir, e é nessas horas que a gente percebe quem realmente importa.
Meus pais e meu irmão estavam e estão do meu lado sempre, sempre que tenho febres, sempre que preciso de ajuda pra fazer alguma coisa; comer, ir de um cômodo para o outro e etc. E o 'E', o E me visita sempre que pode, vem nas férias, feriados e as vezes finais de semana, me ajuda, me distrai e é o amigo que eu não mereço, é praticamente meu outro irmão e eu agradeço a Deus até hoje por ter me dado esse presentinho mais que especial que eu amo mais que a vida. Tiveram noites que ele acordou de madrugada pra ver se eu estava com febre, computou todos os horários das minhas medicações pra me lembrar de tomar os remédios, quando ele não estava na minha casa sempre perguntava se dormi o suficiente, se comi o suficiente, se bebi água o suficiente. Ele me fez assistir Jojo inteiro e me aguentou todas as vezes que eu quis assistir Mo Dao Zu Shi de novo e de novo e de novo, tanto que agora é o anime preferido dele também e eu que sei, obrigada.
G, G foi um anjo também, ela ligava quando eu não conseguia dormir e assistia anime comigo, vinha vez ou outra e me tirava de casa, tinha toda a paciência de esperar eu andar devagar, sempre com a mão segura dentro da minha e bem, sempre perguntava se eu estava melhor, se estava bem e se precisava de alguma coisa, ela foi um amor, e dela não tenho nada a reclamar, será?
C, bom, C nunca perguntou nada, nunca quis saber como eu estava, apenas mandava mensagem quando precisava de alguma coisa, pediu que eu fizesse o design de uma tatuagem pra ela e mesmo com dor, sentei por horas e fiz, mandei pra ela e ela além de não agradecer, fez pouco caso e disse que tinha desistido de fazer. Okay, passou. C veio duas vezes pra cidade, até porque, a família dela mora aqui, ela faz faculdade em outra cidade e vez ou outra vem pra cá. Duas dessas vezes ela me chamou pra ir na casa dela, e eu idiota que sou, me arrumei e fui com dor mesmo, até porque, estava com saudades. Porém, o dizer da experiência? Uma pessoa com dor crônica involuntariamente geme toda vez que faz algum movimento, e comigo não é diferente, eu tento segurar mas as vezes o corpo responde e reage por si só, e C, ela sempre tinha uma piadinha na ponta da língua, "Nossa fia, não para de gemer não?", "Vai gemer a noite inteira? Não pode dar dois passos que geme." e caía na risada, instigando as outras amigas dela a fazerem o mesmo, e eu me sentia humilhada, e não era de menos. Da segunda vez que ela veio, ela me mandou a seguinte mensagem: "Quer vir aqui? Eu tinha chamado a Calrs, mas como ela não vai poder vir estou sozinha e entediada." e eu falei que ia, pra ela responder com "Então passa no mercado e compra pão de hambúrguer." era eu ou era o pão que ela queria a presença? Fica ai o questionamento pra vocês.
A noite prosseguiu com as mesmas piadinhas sem graças da outra vez e etc. Nunca mais mandou mensagem depois disso.
Inclusive, várias pessoas já me falaram que ela não era boa coisa, minha mãe principalmente, nunca gostou tanto dela, até meu ex, detestava ela com tudo que tinha, e eu sempre a defendi com unhas e dentes pra todo mundo que pensava em bufar um A contra ela. Até porquê, ela era minha melhor amiga.
A G, veio me ver uma noite, saímos e acabamos ficando e foi só aí que eu percebi que estava apaixonada por ela, fiquei dias juntando coragem pra confessar ou simplesmente esclarecer se poderia rolar algo ou não entre a gente, e já estávamos planejando de ficar de novo quando ela viesse da próxima vez.
No natal, as duas vieram pra minha cidade, e eu ia passar em casa com o E, já que minha família ia passar em outro lugar. O clima estava tenso passei a noite de natal com febre, deitada no sofá e praticamente evitando olhar pro E porque eu sabia que ele estava engolindo o choro, e sabe? Ele disse depois que doía me ver do jeito que eu estava e que ele simplesmente não conseguia não sentir, que se ele pudesse dividiria a dor comigo. Um anjo? Sim.
Na mesma noite recebi uma mensagem da C, perguntando se eu queria passar o dia 25 com ela e a G, elas iam subir uma trilha e passar o dia no rio, e obviamente eu respondi que não tinha condição, que se elas quisessem passar aqui em casa depois e passar a noite, a porta estava aberta, mas não, eu não podia ir, mas ela queria ir pro tal rio e tentou me convencer de todas as formas possíveis, e quando eu dei meu não definitivo, ela simplesmente não respondeu mais, e eu não me dei o trabalho de responder também. 'E' ficou revoltado e disse que a falta de caráter e a audácia dela era de dar ódio, que só eu não via o quão manipuladora ela era, e realmente.
Eu piorei depois disso, estava com uma ressonância marcada em São Paulo, e só de pensar nas agonizantes horas que ia ter que passar dentro do carro pra ir e voltar, já era o suficiente para me causar uma crise de pânico atrás da outra, e a partir daí comecei a me isolar completamente. Meu pânico de contato começou a se agravar, eu comecei a ter medo de falar com as pessoas e ter que explicar, ter ou que mentir que estava bem ou desmoronar quando dizia que não estava, e num desabado, postei em uma das minhas redes sociais que doía, doía estar presa dentro de mim mesma, doía não estar dando o melhor de mim pras pessoas que eu amava, doía não estar sendo boa o suficiente, e que tudo que eu pedia, era que não desistissem de mim se eu por algum motivo, eu me perdesse.
Dez minutos depois C respondeu ao desabafo, e essas foram as seguintes mensagens:
"A pessoa fica falando que os amigos abandonam ela mas ela mesma faz todo mundo se afastar, eu mesma já desisti, se faz pouco caso comigo, também faço pouco caso com ela. Se faz de vítima do cacete mas só faz merda. Reveja seus conceitos."
"Ain, não me abandona, mas quando eu tentava manter contato se fingia de morta, quando eu convidava pra sair sempre dava uma desculpa. Você está jogando todos os nossos anos de amizade no lixo e a culpa é sua SIM. Minha parte eu fiz, seu vitimismo e seu drama não me afetam mais."
Na mesma semana, um perfil sem foto e sem seguidores, basicamente uma conta fantasma, me mandou uma solicitação de mensagem e dizendo que me conhecia e conhecia tanto a C quanto a G e que essa pessoa não achava justo o que elas faziam; parece que C e G falavam de mim pelas costas, falavam pros outros que eu inventava essa dor simplesmente para chamar atenção, que provavelmente eu tinha até inventado esse acidente pra poder me fazer de coitada, que era puro drama e novela barata.
Eu não sei quem era, depois fui entrar nessa conta de novo e o perfil havia sido deletado. Só sei que nunca mais mandei mensagem pra nenhuma das duas, nunca mais vou também, não quis saber se era verdade ou não, simplesmente apaguei números, conversas e tudo que tinha relação com as duas, até porque, pelas mensagens que a própria C postou, bem provável que seja tudo verdade realmente, o que apenas dói mais ainda. Da C eu esperava, da G, não. Infelizmente, meu coração ainda pertence a ela mesmo depois de tudo, o que só piora as coisas pra mim.
Bom, só sei que precisava tirar isso do peito e perguntar para vocês, fui babaca por ter me isolado da forma que me isolei e ter permanecido em silêncio em momentos que eu estava em agonia? Fui babaca por não ter dado a atenção e o cuidado necessário pras minhas amizades quando eu deveria? Porque mesmo depois de muito tempo ainda sinto que é culpa minha isso ter chegado onde chegou, ao ponto que chegou. Eu sei lá, não quero conversar com elas porque sei que é caso perdido, o máximo que vou receber é desdém e sarcasmo, mas isso me perturba, talvez eu seja trouxa? Bem provável.

Enfim, era isso, mais um desabafo que um julgamento. Pra status, não consegui fazer a ressonância por conta do isolamento e meus pais acham que é arriscado me levar no hospital num momento desses. Esse mês faz um ano e oito meses que eu estou com essa dor contínua e não tenho prazo de melhora, mas sigo indo e sobrevivendo.
Lubisco e turma, obrigada por lerem minha trágica história. Dói um pouquinho menos depois de ter escrito tudo isso. E ah, não posso ir embora antes de coagir vocês a assistirem meu anime preferido, então anota Mo Dao Zu Shi aí e da uma olhada, melhor anime ever com o melhor ship LGBT do universo, recomendo ler o novel depois de assistir o anime e depois assistir o anime de novo porque tem muito detalhe que passa despercebido. Esse novel ganhou uns 500 prêmios e tem mais adaptação que o caralho, e é a única coisa que me trás um pouco de alívio e paz nessa situação, e espero que traga pra alguém nessa quarentena também.
Um grande beijo, S.
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2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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