Namorando um homem país

A maior vantagem de namorar um homem solteiro espanhol talvez seja a paixão que ele vai levar para dentro do relacionamento – esteja preparada para ser muita paquerada e ter um namoro elaborado e divertido! Os homens espanhóis, em sua maioria, são educados, intrigantes, atentos e bem diretos. Eles também têm um sofisticado senso de estilo. Um dos padres mais famosos da atualidade resolveu expressar todo o seu amor por um amigo de infância. ... Padre Fábio de Melo emociona ao dizer que 'ama outro homem' ... O padre Fabio de Melo ... Como conquistar um homem que te ignora 1. Segredo de Mulher Como Conquistar um Homem 2. No livro digital Segredo de Mulher as mulheres aprendem como conquistar um homem, também como agir no início e durante o relacionamento. [136185] Amo muito um padre de minha paróquia. Começamos como amigos, ele me ajudou muito quando estava dente, ele se mostrou muito prestativo e atencioso, nos tornamos muito amigos, namorei, continuei amiga dele, terminei o namoro, e a nossa amizade ficou ainda mais forte, pois não tinha com quem sair, saíamos em grupo, sempre, apra que ningué, falasse que estava tendo um caso com o padre. 7 lições que aprendi namorando alguém de outro país ... Quando vocês não são fluentes um na língua do outro, a comunicação não-verbal fica muito afiada. Mas vamos combinar, isso tem que acontecer em todo relacionamento, mesmo quando ambos falam português. 4- Dar valor para as pequenas descobertas. Como conquistar um homem rico A Alemanha é um país moderno e cosmopolita, mas mesmo neste mundo altamente individualizado e móvel do século 21, a família ainda é de importância fundamental para o povo alemão. Os homens na Alemanha têm a visão do futuro e da inovação. A educação é de extrema importância para eles. Tag - namorando um homem HOLANDÊS. Melhor site de namoro na Holanda. April 23, 2018. admin. Dutch Datingsites. Os melhores sites de namoro on-line gratuitos na Holanda. Você é estrangeiro de outro país e quer conhecer homens ou mulheres holandeses ou é expatriado na Holanda? Se você está querendo conhecer um homem melhor, nada mais justo aprender a fazer perguntas que te ajude a chegar no seu objetivo. Seja ele apenas para conhece-lo sem segundas intensões ou conhece-lo para saber tem algumas coisas em comum para quem sabe ser o seu possível pretendente. Como Namorar um Homem que Tem Filhos. Você está namorando com um homem que é pai, mas e agora? Hoje em dia, é cada vez mais comum ter um relacionamento com uma pessoa que já tenha filhos de um casamento anterior. Porém, como lidar com essa...

Tapa na cara com frase de efeito

2020.06.11 14:15 icecream2x Tapa na cara com frase de efeito

Oi luba, editores, gatas (sem psih psih pq tenho medo, desculpa) e turma
Então minha história começou um pouco antes das férias do final de ano de 2016, eu fazia faculdade em outra cidade, então todas as férias eu voltava para a casa dos meus país, acontece que eu tinha começado a ficar com uma menina (Carls) um mês antes das férias, eu gostava bastante dela, mesmo não namorando oficialmente a gente não ficava com outras pessoas, ela era super de boa, eu tinha muitas amigas na época e ela nunca tinha demonstrado ciúmes. Até que ela veio me visitar durante as ferias, tudo estava indo bem até que no dia que ela iria embora eu recebi uma mensagem da minha ex (quando a gente namorava eu era muito apegado a irmã mais nova dela de 7anos, e bem raramente ia brincar com ela e tinha avisado a Carls sobre isso, minha ex estava namorando e com uma filha do cara), eu nem abri a mensagem pq queria ficar com ela, mas ela viu a notificação, depois disso ela ficou muito estranha e pior que quando eu perguntava ela dizia que não tinha nada. Durante umas duas semanas todo dia ala brigava, por motivo de que eu não ficava o dia todo no wpp e respondia pouco ela, sendo que sempre fui assim e ela sempre foi super de boa, até q a gente conversou por skype e ela finalmente me falou que era por causa da mensagem, e mesmo que ela sabendo que era só sobre minha cunhada ficou chateada por eu não contar (eu acabei não indo lá), eu pedi desculpa disse que não foi minha intenção esconder, mas que não ia mais rolar, Acham que isso resolveu algo???? É não, tudo contínuou na mesma e todas as brigas estavam fazendo toda aquela vontade de conversar ir diminuindo até chegar ao ponto que ela me chamar me desanimava, pq sabia que logo aquilo iria virar uma briga, eu realmente gostava dela e meio que entendia a insegurança dela, já que estávamos muito distantes e ela ter passado por um relacionamento meio merda antes, então decidi pedir ela em namoro por mensagem mesmo, já que faltavam quase dois meses para as aulas voltassem ainda, eu pensava que ia ser bom ela poder conta com esse compromisso, mas só durou dois dias e tudo voltou, segurei a barra por uns dias mas não aguentava mais, eu queria ficar com ela mas parecia que tudo que eu sentia estava desaparecendo. Foi ai que eu decidi pedir um tempo disse que eu não iria ficar com ngm e que só precisava respirar mesmo, eu queria muito tentar conversar quando as aulas voltassem e resolver as coisas estando na mesma cidade, mas foi ai que ela virou uma nice girl, ela direto me mandava mensagem dizendo que eu não amava nem a mim, que eu jamais seria feliz porque eu afastava todos, e mais um monte de coisas. Até que a gente voltou para a faculdade, no primeiro dia já nos encontramos e conversamos, eu expliquei pra ela minha intenção com o pedido de tempo e que realmente queria tentar algo quando eu pedi, mas como ela não havia respeitado mas sim aumentado o problema eu não tinha condições de tentar algo, não seria algo sincero. Com ela próxima o problema só aumentou, ela me caçava nos roles para tentar voltar, inventava mil desculpas para ir na minha casa, chegava bêbada de role, fazia um joguinho de tal pessoa queria ficar cmg mas não sabia oq fazer e depois começava a me atacar chorando, mandava nude do nada, alguma dessas vezes a gente acabou tendo uns 3 remembers, mas eu sempre deixava claro que no momento eu não conseguia ter algo sério. Até que chegou o dia do tapa, eu e o cara q morava CMG fomos em um role só pq a NET tinha caido em casa, fazia quase um mês do ultimo remember, chegamos meio tarde pq de primeira não iriamos, e já tava todo mundo muito louco, a menina q ficava com esse meu amigo estava passando muito mal, então logo que chegamos já ficamos ajudando ela e nem bebemos nem nada. Até que a Carls alcoolizada virada no demônio me vê na festa, a partir desse momento eu não tive mais nenhum minuto de sossego, ela ficava tentando me beijar, quando estava sentado ela sentava no meu colo e fechava meu braço pra abraçar ela, até ai suave, mas ela começou a "cuidar" da menina, ela balançava a cabeça da menina, ficava enfiando o dedo na goela dela e sempre q a gente tentava fazer alguma coisa ela só gritava -cala a boca você não cuida nem de você e coisas do tipo, então pedi para Carls ir buscar uma agua para a menina, ela foi e voltou chorando. Na hora perguntei oq tinha acontecido, ela falou que um cara a puxou pelo braço, encoxou e passou a mao na bunda dela, na hora eu fiquei perguntando quem tinha sido e ela dizia que não iria dizer, pq eu iria arrumar confusão (ela tava certissima), mas depois de um tempo insistindo prometi q não iria fazer barraco e só iria falar com o pessoal da atlética, nessa hora o papo mudou de não vou falar para não vi, tipo eu não queria duvidar disso, mas depois de tudo q passei com ela acho q ela inventou essa história, então eu só conversei com ela dizendo que o cara era babaca, mas ela podia tentar não dar mais poder para ele e tentar seguir com o role,mas ela não parava de falar nisso o tempo todo, mas oq eu poderia fazer alem de tentar apoiar??? Até que fui levar a menina no banheiro para tentar sair um pouco de perto, já que ela continuava tentando me beijar meio que a força. A Carls foi atrás depois de alguns segundos e entrou no banheiro com a menina, nisso esperei em um banquinho, até que ela sai correndo do banheiro e esse foi o dialogo
Eu - Esta tudo bem? Aconteceu algo com a Ana(nome fictício para a menina que tava passando mal) Carls - Ela esta bem, mas que showzinho é esse que vc estava dando lá fora?? Eu - Que show, você ta tentando ficar comigo a força, me agarrando parecendo que quer marcar território e eu que to fazendo show Carls - Hey me fala agora o que você quer comigo Eu - Carls a gente já conversou varias vezes eu não quero nada Carlos - Tu é homem para me comer mas não é homem para me defender, enquanto me dava o maior talão na cara Nesse momento eu já levantei e disse que aquele dia não iria mais falar com ela, mas ela me segurou pelos bracos chegou até a tirar sangue com as unhas, até q a Ana chegou nos abraçando e eu consegui fugir, depois disso ela continuou mandando nude do nd no snap e MSG toxica no wpp, depois ela jogou um copo de corrote em mim enquanto eu passava também
Desculpa a historia longa, mas é que as vezes eu acho que fui babaca por pedir ela em namoro e pelos remembers, as vezes acho que eu só acabei fazendo o que eu podia para tentar manter um relacionamento abusivo mas deu errado, bom me ajudem a entender, se ler isso brigado por todo entretenimento luba
PS: Meus amigos que sabem dizem que ela foi muito louca e que não fui, mas eles são meus amigos né...
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2020.05.23 17:50 yasqueenslayomg Quero deixar minha religião mas me sinto que sou um traidor

Ao contrário de muitas pessoa que cresci numa familia, cultura e religião bem fechado. Meus pais são judeus ortodoxos da oriente medio (não Israel). Alem da regras da religião, eles me cresceram com teorias e ideias tão racistas que as vezes não posso acreditar. Eles sempre dizem que negros e africanos são macacos, burros, violentos e que miscegenação e a mistura da raças não deve acontecer. Na verdade, quando era criança todas as vezes nos filmes/series que meus pais e eu vemos um casal “misto” (homem negro e mulher branca ou contrario) meus pais quiseram vomitar e mudaram o filme.
Também, há a coisa da religião. Como judeus meus pais sempre insistam e obrigam que minha mulher precisa de ser judeu, pq a Bíblia diz que herança judaica vem da mãe. Se não, eles disseram que meus filhos não serão “puros” e que vou perder meus filhos pro mundo não-judaico. Eu comecei namorar tarde na minha vida, eu sempre tive duvidas se estou fazendo a coisa certa em namorando com pessoas que não são da minha religião. Comecei de ser agnóstico/ateísta quando entrei na universidade 6 anos atras. Li sobre as contradições da bíblia, as regras que não são morais e eu parei de observer as regras e crer num deus. Mas ainda, esta regra sobre mulher, religião/etnia está me incomodando. Eu sei que logicamente não há nada errado quando duas pessoas se amam e querem se casar.
Também eu sei estas regras sobre casamento foram criados por rabinos (homens mortais) no deserto depois do exílio do judeus pelos Romanos. Mas ainda não sei pq me sinto culpado e como eu fosse um traidor. Eu não sei se estes sentimentos de culpa vêm de eu mesmo ou da forma e propaganda que meus pais me deram. Também eu sei, se uma pessoa tirar “judeu” e colocaria “branco/aryan/alemão puro” que todos nós pensaríamos que esta pessoa é bem racista. Então qual é diferença entre esta regra religiosa e as regras de Alemanha Nazista e Apartheid. Num lado eu penso, pq devo seguir esta regra da Bíblia/comunidade quando não acredito em 99,9% “regras”. No outro lado, se eu casar, estou traindo minha comunidade e cultura? Não sei. Pq a vida é tão difícil. Pq meus pais não podiam me crescer com amor sem condições, sem ódio, sem racismo, e sem julgamento.
Eu não sou do Brasil, então eu sei como esta maneira de ser crescido parece bem estranho. Mas quando eu comecei estudar português e cultura brasileira e vi uma cultura completamente contraria do que eu cresci. Quando eu morei e trabalhei lá, parece ninguém se preocupa com estas coisas de herança, cultura, herança e a “pureza” de raça. Eu sei que nem tudo do brasil é como assim e que nem tudo que brilha é ouro, mas me apaixonei com uma cultura e país que me aceitou e me amou sem condições.
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2020.05.01 03:25 biasann O caminho difícil pra chegar nos meus sonhos

Oi, sou nova aqui.. Não sei bem como mexe nesse app, mas vi esse grupo e muita gente desabafa aqui, então resolvi compartilhar com vocês o que eu ando passando. Para alguns pode ser algo idiota, (até porque existem pessoas que lidam com problemas reais, depressão, pobreza, doenças, etc) mas para mim anda sendo o que me aflige todos os dias.
Eu desde nova sempre fui muito criativa, fazia desenhos incríveis, aprendia qualquer matéria com muita facilidade, tudo o que eu fazia era bem feito. Você já estudou com alguma uma menina no fundamental que tinha toda cor de caneta colorida? Então essa era eu. Caderno sempre impecável. Aos 8 anos meus pais se separaram. Eu fui morar com minha mãe, somente eu e ela, via meu pai a cada 2, ou 3 anos mais ou menos.. Morava em Uberlandia-MG, mas como minha mãe achava muito perigosa a cidade para criar uma filha sozinha nos mudamos para uma cidade pequena de Goiás.
Me mudei aos 11 anos, isso em 2010, e comecei uma vida nova. Estava no 7° ano (era adiantada, pq já morei fora do país). E aconteceu que acabei repetindo de série. -Já não era mais adiantada! ☹️- Quando consegui passar para o 8° .... Repito.. Outra vez. E a mesma coisa se passou no 9°. Resumindo: Eu bombava uma vez, passava, bombava, passava. Bombei 3x.
A partir do momento em cheguei nessa cidade, perdi o interesse em estudar.Juntamente com o desinteresse vinha a loucura da puberdade..Aos 14 aprontei mais do que uma adolescente poderia aprontar. (Aprontar no sentido de: beijar muito, pular muro, ir em muitas festas, dar Pt, ser falsa, xingar a mãe, voltar de madrugada, usar drogas)
No final dos meus 16 anos conheci um homem, 10 anos mais velho que eu (inclusive era meu Sensei (prof de karatê) rsrs) e namoro com ele até hoje. Ele me fez mudar, evoluir, amadurecer e me ajudar a tornar a pessoa que sou hoje. Teve um ano ou outro que eu estava super focada em estudar e era uma das melhores da classe. 2018 terminei o 3° ano. Nesse ano fiz prova do Encceja (pra terminar estudos), bombei na redação então tinha que ir na escola para fazer as matérias de linguagens. Foi o melhor ano! Aprontei o ano todo, ficava atoa na sala de aula. (Aprontei no sentido de fazer muita bagunça e beber dentro da sala, lembrando que eu estava namorando).
Mas aí veio 2019. MEU DEUS! O QUE EU FAÇO AGORA???
Passei no vestibular para Letras-Português e Espanhol. (Faculdade 100% online)
-Gosto muito de Espanhol, como morei na Espanha quando era pequena sou fluente, então gostaria muito de trabalhar com algo que fez parte da minha vida. Meu sonho também é aprender inglês, japonês e coreano. Também escolhi essa faculdade porque na minha cidade, como é pequena, não possui muitos professores de Espanhol, sempre está em falta. -
Você deve pensar: ah, perfeito então, só estudar e já era! ✨😍
Só que não. Quem disse que consigo estudar? Disse mais cedo que meu namorado mudou minha vida, me fez ser uma pessoa melhor. Mas mesmo com ele não consegui recuperar a vontade de ser alguém que eu tinha quando criança. 2019 foi um ano desperdiçado, eu comecei a primeira matéria (Educação Inclusiva) muito empolgada, estudei, fiz a prova, passei, tirei nota super alta. Mas no final do semestre eu tinha que fazer um trabalho (super simples, com introdução, des e conclusão) e por não fazer acabei bombando no semestre inteiro.
No segundo semestre eu entrei em um app que contrata profissionais para fazerem trabalhos e paguei um para fazer. Porém, eu não tinha realizado as atividades online do segundo semestre, então não adiantou passar no semestre, né?
2020 chegou e estou no terceiro semestre. Matérias acumuladas, eu pago 230 por mês nessa faculdade que eu consigo desperdiçar todos os dias 😔 As matérias acumularam e estou pagando mais R$ 100 todo mês para repor. + Dinheiro desperdiçado né??
Todo dia é uma luta EU vs EUZINHA para eu colocar na minha cabeça que tenho que estudar. Eu entro no ambiente Virtual, olho, mas não tenho a CORAGEM de tirar algumas horas para estudar. Lembrando que: MINHA FACULDADE É SUPER FÁCIL! apenas um trabalho por semestre, 1 prova por mês e algumas atividades e vídeo aulas pra ver e realizar.
Me pego pensando as vezes, porque é tão difícil pra mim, porque não consigo realizar meu sonho? Porque eu sou tão descrente? Porque sou tão inútil ao ponto de não conseguir fazer uma faculdade tão fácil?? Eu queria essa coragem que as pessoas tem para estudar o tempo todo. Eu tenho objetivos, planos, mas não consigo realizá-los. Queria voltar a ser aquela criança criativa. Não quero colocar a culpa em alguém, não é justo. Mas penso as vezes que nunca tive pessoas para me incentivar.
Você deve pensar: "Ah, mas vc viajou para fora do país, como ngm te incentivou? Viaja pra fora do país quem tem dinheiro, quem conquistou coisas" -é aií que se engana! Na verdade não sei de onde meu pai tirou dinheiro na época para viajar. Meu pai era apenas((não no sentido de menosprezar a profissão, ok?! No sentido de ganhar pouco!))um lanterneiro, foi comprando uns carros usados, reformando e juntando dinheiro. Com a ajuda da irmã dele fomos morar na Espanha durante 2 anos e meio.
Estou há meia hora escrevendo, não sei se alguém irá ler até aqui, mas enfim, agora mesmo preciso fazer o trabalho do 3° semestre, para o dia 16, mas quem disse que consigo? Compro cadernos, marca textos para me incentivar, porém não sai nada. Parece que meus sonhos estão cada dia mais longes, porque a pessoa aqui não consegue vencer um simples obstáculo.
Admiro você, que tem objetivos em mente e não desvia do caminho. Eu cada dia me sinto mais uma perdedora. Sem contar que minha memória é péssima, não sei se é por conta da maconha, das pingas ou de falta de treino de cérebro mesmo. Obrigada por ler até aqui, escrevi isso e desabafando me sinto melhor.
Irei tentar ser alguém melhor para mim. Aliás, "tentar" NÃO. Eu irei conseguir.
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2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
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2019.06.22 23:37 icaruzudo Ser bissexual e homem no brasil

Todo mundo sabe que LGBT no geral sofrem preconceito.
Mas para os homens bi da subreddit, como foi sua experiência com sua sexualidade nesse país?
Bissexualidade no geral é algo mega invisível, no caso das mulheres vejo que não há tanta resistência quando se assumem por os parentes pensar que é uma fase, e caso tenham um namorado o assunto passa batido por causa da fetichezaçao (não sei como escrevi isso lol) da sexualidade delas (famoso amor bora de ménage) o que não deixa de ser algo ruim.
Porém na minha experiência, eu vejo que a comunidade LGBT te exclui (por vc gostar do gênero oposto, Aka meio hetero), e a sociedade em geral tbm te olha feia por que vc gosta do mesmo sexo (aka meio gay).
Geralmente quando me relaciono com mulheres não falo sobre minha sexualidade, por episódios passados, como minha ex falar que eu era menos homem por causa da minha sexualidade.
Com a comunidade LGBT, se tu chega e fala que é bi, ele riem porque pra eles um homem bi é um gay dentro do armário (por causa de alguns gays que ainda estão se assumindo tem o mal hábito de se chamarem bi).
Sem falar da negação total da sua sexualidade, se vc tá namorando uma mulher, eu virei "hetero" e se eu estou com um homem virei "gay", como se fosse necessário vc estar 24h ficando com os 2 sexos ao mesmo tempo para assim provar a existência da bissexualidade.
Sinto que ao mesmo tempo que somos invisíveis, tbm sofremos preconceito em dobro dos dois lados. Tem até uma piadinha no mundo LGBT de que o B da sigla é de biscoito. Sem falar do preconceito de prache que somos promíscuos, indecisos e etc
Sou assumido pra meus amigos, mas pra minha família é complicado por serem bem machistas, naquela "homem que é homem não fala nem que o outro homem é bonito", imagina se falo que sou bi
Geralmente é mais normal ver mulheres falarem que são bi, por serem mais aceitas (na sociedade em geral pelo menos), mas homens bi eu vejo que há um medo de falar que são, por toda essa merda que a maioria de nós passam.
Pra vocês como foi a sua experiência sendo bi ou tendo algum amigo bi? Ou o que acham sobre o assunto.
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2019.02.15 04:47 throwaway901xm Namorei um menino pela internet por 6 anos sem nunca nos vermos pessoalmente. Tô aqui lembrando os piores momentos.

Meio longo, mas preciso desbafar.
Ele era da minha cidade, amigo de um parente meu, mas se mudou pro exterior. Quando ele já tava fora do país há alguns anos, esse parente nos apresentou pela internet porque sabia que gostávamos das mesmas coisas e tal. Isso foi por volta de 2011. Então eu sabia que ele era quem ele era já que tínhamos alguém em comum em nosso círculo social. Éramos muito parecidos. Não tínhamos experiência nenhuma sexual ou romântica, gostávamos de muitas coisas similares. Ele era poucos anos mais velho que eu, mas em geral era como se tivéssemos a mesma idade (eu tinha 19 e ele 22).
Enfim, depois de muito conversar a gente começou a gostar um do outro e resolvemos namorar. Ele jurava que viria me ver "logo que possível" mas nunca arrumava um trabalho. Não era 100% culpa dele, ele tava em desvantagem porque não fez cursos nem terminou a faculdade. Mas enfim, ele procurava pouco, e quando recebia um não, ficava cada vez mais desanimado. Foram uns dois anos assim. Minha família era contra, eles eram muito religiosos e queriam que eu casasse com algum menino religioso da igreja deles e não com alguém que eu conheci na internet e vivia do outro lado do mundo. Então eu acabei tendo muitas brigas em casa pra parar de falar com ele. Eu era maior de idade, eles só eram puta controladores mesmo. Eu era louca por ele, mas nada dele vir me ver. Eu pegava no pé pra ele ir atrás de um emprego pra gente poder se encontrar, mas não dava pra fazer muito assim tão longe dele. Sustentado pela mãe, era fácil pra ele se acomodar. Só jogava videogame e ia pra academia...
Enfim, nessa enrolação toda eu resolvi começar a faculdade. Ele meio que fez um pequeno escândalo porque tinha ciúmes já que minha rotina iria mudar dramaticamente, mas eu fui assim mesmo.
Ele tinha um dinheiro economizado (bastante por sinal) e ele resolveu comprar um cachorro de raça. Simplesmente do nada. O cachorro foi tão caro que dava pra ele ter comprado a passagem pra me ver. Eu estava esperando há anos pra vê-lo e aí ele, desempregado, gastou todo o dinheiro num cachorro chique. Se queria ter um, por que não adotar um já que nem dinheiro ele tinha?
Isso enfraqueceu nosso relacionamento e terminamos. Sentia que ele me amava mas ele não tomava atitude nunca.
De vez em quando ele aparecia do nada pra dizer como tava feliz e abençoado, blá blá blá, que agora ele bebia e era cool. Arrumou um emprego e ficava se gabando que ele iria se mudar pra outro lugar e finalmente viver longe da mãe dele. Um dia ele pegou e me disse que não era mais virgem. Me bateu muito ciúme. Perguntei com quem tinha sido, que eu pelo menos esperava que tivesse sido com alguém que ele gostasse. Aí ele me diz que ele pagou uma prostituta. Que foi em várias na verdade. E que ficou com outra garota por aí. Doeu, mas era a vida dele. Jurei nunca mais falar com ele já que ter ciúme me fez perceber que não tinha superado totalmente.
Passou um ano e pouco. Um belo dia um de nós fez aniversário, não lembro bem se ele ou eu, e voltamos a nos falar. As semanas foram passando e fomos nos reaproximando. Fui idiota pela milésima vez e reatei com ele. Parecia uma maldição porque novamente ele estava desempregado. Fora isso, ele estava tendo problemas com o visto dele. Ele já morava lá há anos mas o fato de estar desempregado há tempos fez com que ele perdesse o visto. Implorei pra ele voltar. Nessa época eu estava recém formada, mas já tinha um trabalho onde eu estava há um bom tempo. Eu disse pra ele que a gente poderia construir nossa vida, que bastava ele vir.
Bom, ele tinha síndrome de vira-lata e só falava mal de brasileiro. Mesmo vivendo de forma ilegal onde estava, queria ficar lá porque "brasileiro é horrível" e tudo era motivo pra ele falar mal do próprio país apesar de assistir novela da Globo todo dia porque a mãe dele comprou o canal internacional. Apesar de ter família no Brasil, pessoas que estavam prontas pra o acolherem, ele não queria vir por birra e preferia ser pego pelas autoridades e forçado a voltar de forma humilhante do que vir por contra própria.
(Falar mal do Brasil e do brasileiro era hobby pra ele. Ele falava umas mil vezes por dia apesar de ser brasileiro e ter cara de brasileiro, e família 100% brasileira. Gostaria de adicionar aqui também que, apesar de pardo, gostava de se dizer branco e ficava ofendido quando qualquer pessoa dizia que ele era moreno. Ele também gostava de dizer como eu era branca, então acho que ele tinha algum problema sério com a pele dele e país de origem).
Nessa época ele descobriu que pegou herpes. Vai saber de quem, mas ele achava que não era das prostitutas e sim da garota com quem ele ficou. Ele ficou super triste e quis terminar comigo. Não deixei, mas foi outro baque pra mim.
Lembro que o povo começou com a onda do vape nessa época e ele quis comprar um com dinheiro que a mãe dele deu pra ele. Ele falou pro vendedor que não era fumante mas queria comprar mesmo assim. O vendedor falou pra ele não comprar e disse que não valeria a pena. Acredita? O próprio vendedor que tá lá supostamente pra vender qualquer coisa pra trouxa, disse pra ele não gastar. Quando ele me contou essa eu quis meter minha cabeça na areia.
Sem emprego, deprimido, síndrome de vira-lata. Agora com uma DST. Eu sabia que não iria mudar, não iria.
Terminei com ele. Mesmo sabendo que era o melhor pra mim, chorei muito. Foram longos anos juntos. A mãe dele me mandou mensagem e me ligou várias vezes pra dizer como ele tava sofrendo. Acho que ela gostava muito de mim porque sabia que estávamos juntos há anos e que eu estava ouvindo as promessas sem pé nem cabeça dele desde o fim da minha adolescência. Eu gostava dela, mandei doces pra ela algumas vezes.
O tempo passou. Conheci alguém novo de forma super casual, online também. Mas esse daí não perdeu tempo.
Ele era estrangeiro, mas pegou um avião pra me ver no Brasil assim que decidimos que queríamos nos ver. Foi um sonho. Um dia nós decidimos que queríamos ficar juntos de vez. Resolvi me mudar com ele. Hoje esse homem é meu marido, e eu sou muito feliz com ele.
Logo que eu me mudei o meu ex tentou falar comigo. Me ligou aos prantos porque descobriu que eu tava com alguém e que tinha viajado. A mãe dele entrou em contato comigo também, praticamente pedindo satisfação porque eu tinha desistido de vez do preguiçoso. Disse que o filho era um anjo, um amorzinho... Ela era religiosa pra caramba, então contei pra ela alguns dos podres dele porque na hora eu estava chateada porque eles estavam me perturbando. Falei que ele tinha ido atrás de prostitutas durante o tempo que ficamos separados, que tudo bem porque a gente não tava namorando mesmo na época, mas que eu queria que ela soubesse que ele não ficou chorando no quarto quando terminamos. Que no primeiro término ele tinha vivido e curtido, e que faria o mesmo dessa vez. Claro que ela não acreditou e disse que ele provavelmente só falou isso pra me deixar com ciúmes. Ok. Depois que nos despedimos, bloqueei os dois. Foi um grande alívio apesar de ter sido um momento um pouco triste. Foi o final de um capítulo muito longo pra mim.
Enfim, é isso. Tava pensando aqui em tudo o que rolou e queria colocar pra fora. Doeu tanto na época. Tanto mesmo. Eu fiquei com ele durante anos muito formativos pra mim. Eu sonhei muito com ele e em muitos momentos eu acreditei no amor dele, mas faltava atitude. Sempre faltou atitude. Às vezes eu me sentia idiota por estar esperando sozinha por tantos anos, mas eu não queria dar o braço a torcer. Não queria jogar tudo pela janela porque foi muito tempo e esforço que eu coloquei nesse relacionamento falido. Esperei por tantos anos pra ele vir me ver, pra nos encontrarmos... E no fim ele não veio. Quem veio foi outra pessoa, alguém que não só FALOU que me amava, mas DEMONSTROU isso diversas vezes, sem que eu precisasse fazer qualquer tipo de pressão. Lembrei que várias vezes ele fazia pressão emocional em mim pra que eu largasse tudo aqui e fosse atrás dele, mas eu não queria fazer isso porque queria ver iniciativa da parte dele. Pelo menos essa burrice eu não fiz, o preço teria sido alto.
E no fim das contas quem viajou fui eu, pra um país completamente diferente, enquanto ele provavelmente ainda está lá onde morava, com o seu cachorro chiquérrimo vivendo com a mãe dele e fugindo das autoridades que querem mandar ele embora e tentando esconder de si mesmo que ele é, como eu, um BR no exterior. A vida é engraçada.
Termino esse post com um obrigada a qualquer um que tenha lido este desabafo. Me sinto melhor agora, foi bom colocar tudo isso em palavras.
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